quarta-feira, 24 de maio de 2017

Olá

Há tempo, prometi, a mim própria e neste mesmo espaço, que iria dar uma certa continuidade a estes escritos que, mais não são do que desabafos. 
Mea culpa pelo incumprimento descarado. 
Afinal, a vida não se compadece e os altos e baixos surgem para nos superarmos. Como diria um famoso humorista: "a vida é como os interruptores". 
A verdade é que, nem mesmo os tropeções, por vezes, inconvenientes do meu percurso me deixam desmotivada. 
Desisto,  facilmente, do que não me  faça mossa. Pelo contrário, sou determinada e perseverante quando gosto. E eu, caros amigos, gosto de escrever. 
Não sofro de pretenciosismos de qualquer espécie e não sou escritora; Escrevinho.
Voltámos com muita vontade de continuar a escrevinhar coisas. Dessas, que escrevemos por mero prazer, para opinarmos ou, simplesmente, para fazer o tempo passar de forma agradável. 

Fonte da imagem:  Google

quarta-feira, 2 de março de 2016

O que ficou por dizer sobre a CED em Sines

Os que me conhecem, sabem que não sou mulher de meias palavras e que, trato de frente não só a minha vida mas, também, as minhas opiniões. Não sou nem pretendo ser "politicamente correcta" ou a "boazinha" das histórias. 
Impulsiva? Perspicaz? Amante de causas? Temperamental? Pacificadora? Negociadora? Com muito para aprender? Com uma vida cheia de tentativas, erros e sucessos? 
Admito. Sou tudo isso  e muito mais que se queira dizer, porque sou inteira, livre pensante, tenaz, determinada, lutadora e uma eterna aprendiza das coisas da vida, do mundo que me rodeia e sobretudo das pessoas.
Não digo, como a muitas pessoas a quem já ouvi dizer, que não quero nada com as pessoas porque elas me desiludem. Não; Nada disso. Gosto das pessoas porque sou uma delas. Gosto de pessoas porque são um desafio constante aos meus, já adultos e teimosos neurónios. As pessoas são uma escola; Melhor; As pessoas são uma verdadeira universidade, desde que, queiramos estudar. Basta ser uma e querer.
Este preâmbulo é importante quando pretendo defender a justiça de palavras que, escritas ou escaramuçadas, ficaram, foram lidas e magoaram muitas pessoas dedicadas à causa dos animais, sem que NINGUÉM de direito, viesse repor o "seu a seu dono".
A notícia é importante. Devassar a notícia é obsceno. Sobretudo se está em causa o trabalho dedicado de terceiros e a verdade dos factos é distorcida.
Palavras leva-as o vento mas as acções ficam para quem as pratica.

A todas/os as/os cuidadoras/es particulares, sem excepção, que há anos, gastam os seus parcos recursos para alimentar, tratar (incluindo clinicamente), dar abrigo, mimar e mandar incinerar quando é caso disso, o meu agradecimento sem limite.


"Campanha de esterilização combate o excesso de gatos Iniciativa da Associação Abrigo dos Animais de Sines. 
O excessivo número de gatos errantes e de inúmeras colónias que surgiram nos últimos meses na cidade de Sines conduziu a uma campanha de esterilização que arrancou na semana passada, a cargo da Associação Abrigo dos Animais de Sines.

O fenómeno é preocupante e, em todo o município, estão identificados entre 1000 e 1500 animais. "É um número assustador mas real. Por isso tem de ser feito um trabalho intensivo com estes animais porque está em causa a saúde pública", explica Joana Ferreira, presidente da associação que recentemente assinou um protocolo com a Câmara de Sines com a finalidade de implementar uma política de controlo permanente de gatos no espaço público. "O protocolo está em vigor durante um ano mas queremos fazer as esterilizações no espaço de seis meses e com isso reduzir o número de animais e de colónias que estão doentes", revela a responsável. 

Ninhadas indesejadas, cheiro intenso e lutas constantes que provocam ferimentos e doenças entre os animais, são algumas das preocupações das responsáveis da associação. "É um trabalho inglório para quem se dedica a esta causa porque os animais que estão doentes precisam de apoio clínico e nós tentamos minimizar o problema mas sem castração é impossível", defende Neide Messias. 

A campanha teve início no dia 12 de janeiro, sob a orientação do veterinário municipal. Prevê a captura dos animais que vivem nas colónias e a sua esterilização com o apoio de uma clínica veterinária que realiza as cirurgias. Terminado o recobro, os animais são devolvidos à rua e às cuidadoras da associação que inspecionam diariamente as colónias para garantir o seu bem-estar. "O último passo é adotar os que ficarem tratados. Há animais muito meiguinhos", garante Joana Ferreira."

em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/campanha_de_esterilizacao_combate_o_excesso_de_gatos.html

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Ainda sobre a CED em Sines - Artigo do jornal "O Público"

Excesso de gatos em Sines obriga a campanha de esterilização

A existência de “numerosos gatos errantes não esterilizados”, em várias zonas da cidade de Sines, para além de ser prejudicial ao bem-estar dos animais, causa problemas aos munícipes, associados “à reprodução, ao ruído e aos maus cheiros.” Esta é a fundamentação do protocolo de colaboração assinado no dia 22 de Dezembro, entre Câmara de Sines e a 4 Patas – Associação Abrigo dos Animais de Sines que prevê a realização de uma campanha de esterilização de gatos errantes a decorrer no concelho de Sines durante o próximo ano.

A autarquia diz pretender “consolidar uma política de controlo permanente de gatos no espaço público” através da instalação e monotorização do número de animais que venham a ser capturados, assumindo o fornecimento da medicação que será ministrada pelo médico veterinário. O protocolo garante que os animais esterilizados “serão desparasitados e tratados se tiverem sintomas de alguma patologia.” Alexandra Bento, vice-presidente da Associação 4Patas, formada há cerca de um ano, realçou ao PÚBLICO a importância do documento assinado com a autarquia, frisando o “flagelo” que existe em Sines, onde “há centenas de animais a viver nas ruas, sem quaisquer cuidados de saúde e alimentação”. A realidade é agravada pela falta de um centro de recolha onde os animais possam ser colocados, tratados e posteriormente adoptados. “É uma lacuna grave do município e que é urgente resolver”, acentua a dirigente associativa.

Pelas contas que a associação já fez, haverá mais de mil animais entre abandonados e silvestres e a esterilização surge como a alternativa “ mais eficaz de controlar as colónias de gatos e permitir que permaneçam com qualidade de vida” frisa a vice-presidente.

Estudos recentes mostram que quando, “numa dada área geográfica, 70% dos gatos de rua são esterilizados, os nascimentos diminuem e a população estabiliza” ,assinala Alexandra Bento, descrevendo as vantagens da existência de colónias controladas: “Não haverá mais ninhadas e a população de gatos irá diminuir com o tempo”. Por outro lado, assinala, “o barulho provocado por uma colónia fértil tem origem no acasalamento e nas lutas, comportamentos que são fortemente reduzidos com a esterilização”, garante.

A vice presidente da Associação 4 Patas diz que “é um erro” retirar a maioria ou todos os gatos de uma colónia. Uma decisão destas “deixa o território aberto para ser novamente colonizado” com gatos novos a tomar o lugar dos anteriores e os problemas antigos regressarão, adverte. Esterilizar a colónia e deixá-la no seu território “quebra este ciclo de repovoação” e, ao mesmo, fica assegurada uma função importante dos gatos: “vai permitir o controlo de roedores” e, ao mesmo tempo, as pessoas que são incomodadas pelas colónias, “deixam de se deparar com cenários miseráveis de animais esfomeados ou crias moribundas” refere Alexandra Bento.

A acção Capturar-Esterilizar-Devolver (CED) “é um método humano e eficaz de controlo de colónias de gatos e de redução da população felina silvestre”, assegura a dirigente associativa indicando que os animais esterilizados recebem um pequeno corte na orelha esquerda que os identifica do tratamento recebido.

Ao longo de 2015, a Associação 4 Patas de Sines adoptou 150 cães e 170 gatos e nenhum animal capturado foi, após o prazo legal, submetido a eutanásia.

“Já tentámos obter a colaboração das empresas do concelho mas não obtivemos resposta”, lamenta Alexandra Bento. “As pessoas demitem-se das suas responsabilidades, criticam-nos, mas não nos ajudam”, acrescenta

O contacto com a 4 Patas – Associação Abrigo dos Animais de Sines poderá ser através do email: quatropatassines@gmail.com; da página www.facebook.com/4PatasSines ou da morada: Estrada da Costa do Norte nº 1 - 7520-133 Sines. O contributo monetário poderá ser feito para o NIB: 004563244027115781908 – Caixa Agrícola Sines."



Campanha CED

"A Câmara Municipal de Sines e a 4 Patas – Associação Abrigo dos Animais de Sines assinaram, no dia 22 de dezembro de 2015, nos Paços do Concelho, um protocolo de colaboração para a realização de uma campanha de esterilização de gatos errantes do concelho de Sines. A campanha foi iniciada no dia 12 de janeiro de 2016.

A existência de numerosos gatos errantes não esterilizados, em várias zonas da cidade, para além de ser prejudicial ao seu bem-estar, causa problemas aos munícipes, associados à reprodução, ao ruído e aos maus cheiros, e pode condicionar o estabelecimento de boas relações de vizinhança.

A Câmara Municipal de Sines, iniciando um trabalho nunca antes desenvolvido, pretende consolidar uma política de controlo permanente de gatos no espaço público através da instalação e monitorização de colónias CED – Captura, Esterilização e Devolução.

Para a prossecução desta política optou pelo estabelecimento de uma parceria com uma associação local dedicada a promover o bem-estar animal.

No âmbito do protocolo, a associação 4 Patas, sob a direção e orientação do veterinário municipal, auxilia na captura, transporte e acompanhamento dos gatos errantes, com vista à sua esterilização e posterior recolocação, para se constituírem colónias locais, devidamente instituídas, sendo que a alimentação fica a cargo dos particulares responsáveis das colónias.

A monitorização das colónias, bem como os contactos com os responsáveis pelas mesmas, são desenvolvidos pela associação.

Os animais esterilizados são desparasitados e tratados se tiverem sintomas de alguma patologia.

A associação coadjuva no acolhimento dos gatos mansos e ninhadas, de preferência com a mãe, sempre que tenha condições de alojamento e que essa situação seja preferível à sua continuidade na colónia.

A Câmara assume o fornecimento da medicação a ministrar pelo médico veterinário e prestará diversos apoios logísticos à associação.

O protocolo vigora pelo prazo de um ano." 



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Campanha de Captura, Esterilização e Devolução de felinos em Sines


Iniciou na minha cidade uma campanha que considero louvável. Encetada pela 4 Patas - Associação Abrigo dos Animais de Sines e com a importantíssima colaboração e apoio das cuidadoras de animais de rua de há anos, foram capturados felinos de várias colónias espalhadas pela cidade, para serem castrados/esterilizados.
Esta campanha surge na sequência de protocolo assinado com o Município. É um gesto simpático mas, muito aquém do que foi, prometido há uns tempos - a doação de um espaço para canil/gatil dos animais errantes. Até agora, NADA. Apenas posso imaginar o desespero de todos aqueles que, como eu, se preocupam com os patudos do concelho, impotentes e sem nada poderem fazer para que os animais possam ter abrigo até poderem ser adoptados ou viverem com alguma dignidade.
Sobre esta questão, escreverei mais tarde.
Por ora, importa dizer que a campanha CED (Captura, Esterilização, Devolução) já deu os primeiros passos e alguns dos felinos esterilizados já foram devolvidos à sua colónia de origem.
Esperemos que, todos nós cidadãos e habitantes deste concelho, não fiquemos indiferentes ao que ao que se está a tentar fazer e modifiquemos a péssima conduta de abandonar animais.
Para a posteridade fica a libertação dos primeiros gatos castrados.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Perder a paciência

Gosto de agarrar a vida. Agarrá-la, mesmo, com as duas mãos, porque o tempo esgota rapidamente.
Não quero ser daquelas pessoas que passa pela vida, placidamente, sem se dar conta que os anos deixam marcas.
Já não sou jovem; Não tenho as mesmas capacidades e aptidões dos meus 20 anos; Não escondo a idade, as rugas, os cabelos brancos e... a impaciência.
Gosto de sentir a chuvinha no rosto, a brisa gelada a "congelar-me" as bochechas e o sol a encandear os meus olhos e chateia-me, solenemente, que as pessoas passem a vida a lamentar-se de tudo e de todos.
Aborrece-me o aborrecimento; Chateia-me a chatice e... Impacienta-me a impaciência.
Perco a paciência de ver gente a desperdiçar tudo e, mais ainda, os que perdem a vida.

domingo, 3 de junho de 2012

A história que eu inventei há 24 anos ;)

 
Alguém me disse ao ouvido,
que uma estrela cadente,
deveras apaixonada,
lá no céu, no firmamento, suspirava, suspirava...
Pelo seu querido amor.

Já não me lembro, quem foi
mas, esse alguém, também, disse
que de tanto suspirar
a tal estrela cadente,
de tão apaixonada, começou a soluçar.

Achei estranho, bizarro
uma estrela soluçar.
Duvidosa desse alguém,
que eu não queria acreditar,
Mofei, ri, galhofei, da proeza dessa estrela,
Apaixonada ou... Sei lá!

A conversa eu esqueci,
sem delongas, sem comentários.
Uma estrela apaixonada...
Pois, sim!
Só se fosse em sonho;
E mesmo assim...

Lacónica, adormeci,
num sono de justo, como se diz.
Altas horas eu vi e não quis acreditar.
Uma estrela cadente que a soluçar, soluçar,
aos saltinhos, vinha a chegar.

Abri os olhos de espanto,
Porque eu vi aquela estrela,
beijar com tanta ternura,
o velho mendigo da rua.

Ainda hoje faço um esforço,
Para me lembrar daquela noite,
para encontrar explicação.
Fecho os olhos e sorrio,
Não importa, deixa estar...

Estava a sonhar.

sábado, 2 de junho de 2012

Gary Moore - Parisienne Walkways


A minha desmotivação


Sei que ando cansada e, devo até confessar, algo confusa. Relevo, constantemente, pensamentos pessimistas e tento arranjar uma desculpa para o estado de desânimo em que me encontro, de há tempos a esta parte – o síndrome da pré-menopausa.
A falta de motivação para trabalhar (coisa que nunca havia acontecido) dá comigo em doida. Dou voltas e voltas à cabeça, na tentativa de encontrar um motivo lógico para a desmotivação que, irremediavelmente, me prostra.
Na verdade, quando o relógio desperta para o início de mais um dia de rotina, apossa-se de mim um misto de consternação e raiva contra aquele objecto barulhento. Porque não sou rica? Porque é que tenho que me levantar? Porque é que a noite não é mais longa? Porque tem este relógio que tocar?
Porque… porque… porque.
Enquanto o duche me desperta percebo, de súbito, que aquela “coisa” que eu sinto todas as manhãs, nada tem a haver com a pré-menopausa, apesar dos suores quentes e frios, das irritações, das palpitações e tudo o resto.
Aquele desânimo matinal tem mesmo que ver com a desmotivação.
Sou humana, caramba!
Quero ir trabalhar, feliz e contente. Saber que vou dar um “duro” durante as 7 horas de trabalho em que, mais uma vez, vou dedicar-me e superar-me, mas que alguém vai reconhecer o meu esforço. Que o salário mensal vai dar para as despesas e que vou poder, finalmente, comprar algum trapo que não seja de duas ou três estações atrás, que vou poder ter umas merecidas férias num qualquer hotelzinho português, que vou poder comprar os livros que quero ler, os filmes que quero ver, enfim, ter uma vida de cidadã de um país dito desenvolvido.
Bah! Isso nunca vai acontecer.
Fecho a água do chuveiro e dou por mim a desculpar-me pelos devaneios.
Penso nas fortunas que nascem como cogumelos e que, aparentemente, não se consegue explicar a proveniência; penso nos crimes de “colarinho-branco”, tráficos de influência e outros que tais; penso nas novas regulamentações, cada vez mais limitativas em termos de liberdade individual e laboral; penso na educação e na saúde, no emprego e protecção social; penso e repenso e deprimo-me.
Não. Definitivamente, não é o síndrome da pré-menopausa.

sábado, 15 de outubro de 2011

Regresso de Outono

Hoje, ao deambular pelas avenidas do mundo, encontrei-me. Tropecei no meu próprio espaço e foi muito divertido ;) Como é possível que as correrias de um quotidiano marcado por rotineiros hábitos nos façam, até, esquecer um pretenso blog de trivialidades, mais ou menos sérias, que jurámos acompanhar, sacramentalmente? Sorri, descaradamente, deste devaneio.

Estou de regresso e lembrei-me que o Outono, tarda nada, bate-nos à porta.
Quem disse que Outono tem que ser triste?


sábado, 19 de março de 2011

Peregrinação de sábado III




Orgulhosa das minhas rugas

Sei que vivo num mundo em que se sobrevaloriza o belo. Sei, também, que o belo é isso mesmo, belo e daí não conseguir perceber porque é que o belo tem que ser sobrevalorizado. A beleza está lá, mesmo que não se veja como óbvia. Os estereótipos criados pela sociedade em que vivemos, manipulada pelo marketing mais ou menos agressivo, nada tem a haver com a verdadeira beleza. Criam-se padrões distorcidos do que é natural, do que é verdadeiramente belo, porque simples.
Escravos destes estereótipos, à mercê das "sanguessugas" do dinheiro, deixamo-nos levar pela ilusão da eterna juventude, como se a aparência jovial fosse a dona e senhora da vida.
Ora! Tenham paciência! 
Eu tenho orgulho nas rugas do meu corpo. Cada vez que me olho ao espelho, converso com aquelazinha que lá está e mimo-a pelas gargalhadas que já deu, pelas lágrimas que já chorou, pelas alegrias e tristezas, pelos fracassos e sucessos, pelas quedas e pelas vezes sem fim que se ergueu, pelas emoções vividas, sofridas e sentidas, pelos ensinamentos e experiências partilhadas, pelas amizades e pela família, pelo que aprendeu e ensinou e por tudo o resto que dá significado à vida.
Se eu mudaria alguma coisa? 
Talvez; Arranjaria espaço para mais umas ruguinhas. §;-)

sábado, 12 de março de 2011

Ter para nada

A propósito da enorme tragédia que se abateu sobre o Japão, dei comigo a pensar na precariedade da vida e em como tudo é efémero.
Vivemos obcecados pela nossa ânsia ilimitada de "ter"; Passamos a vida a juntar trastes; Esquecemos emoções, robotizamo-nos, andamos de costas voltadas para os outros e num momento de fúria a natureza se encarrega de colocar as peças no seu lugar.
Para quê?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Ah! Perfeição, essa madrasta.


Esta coisa de ser “blogueira” tem os seus contratempos. O que à partida parece ser tarefa fácil acaba por nos trair; Requer uma disciplina que, mea culpa, definitivamente, não tenho.
Gosto imenso de escrever mas, não raras vezes, sou assolada por uma preguiça súbita que me tolda a vontade. O quê! Não sou perfeita.
E é exactamente sobre a perfeição que me apetece escrever.
É frequente, no meu dia-a-dia, deparar-me com pessoas cuja perfeição me faz sentir um poço de defeitos! Fisicamente equilibradas (até a natureza é pródiga, neste pessoal), egos elevadíssimos, apresentação exemplar e um dedo (deverei dizer dedos?) sempre prontos a apontar à mais pequena imperfeição! Perfeição absoluta - física, mental e social - como se a simples existência dos demais mortais, fosse um verdadeiro estorvo para semelhantes exemplares. Dou comigo a pensar nas milhentas formas que teria para alcançar um nível tão… “nariz empinado” e uma sapiência tão… “franciscana” (que me perdoem os franciscanos!) Conseguem detectar, aqui, uma pontinha de inveja? Pois claro! Afinal não sou perfeita. Assumo, gloriosamente, esta invejazinha que faz de mim um ser humano imperfeito nas suas perfeições. Ah! Como adoro os meus erros que, imperfeitamente, me conduzem num caminho tortuoso e gratificante pela dignidade de ser, apenas, eu.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Peregrinação de sábado - II








Urban sketchers

Há uns tempos, uma querida amiga e colega, incitou-me a visitar um sítio desta imensa rede, onde eram publicados desenhos das mais variadas situações do quotidiano. Desenhos simples, de situações comuns do dia-a-dia, que nos colocam ali e agora, naquele lugar. Cenas triviais em que pessoas comuns, nos mais variados actos e situações, serviam de modelo para esboços, desenhados em pequenos cadernos de bolso. Interessei-me pelo assunto. Pesquisei, li e fiquei a saber que aqueles esboços desenhados por mãos talentosas, se chamavam "urban sketches". Fiquei a saber, também, que em Portugal (sim, neste Portugal em que milhares de talentos são desvalorizados) existe uma comunidade de urban sketchers, ou seja, as mãos talentosas que oferecem, gratuitamente, aos nossos olhos, essas pequenas GRANDES maravilhas.
Não se acanhem nesta viagem dos esboços urbanos. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"A importância ornitológica da laguna do Mussulo"

Kostadin Luchansky nasceu na Bulgária e vive em Luanda. Para além de outras coisas, Kostadin é um excelente fotógrafo. Habituei-me a pesquisar o seu trabalho e a "matar saudades" da terra que me viu nascer. As suas fotografias fazem-me "mergulhar" na essência da terra e das gentes, das minhas gentes. Viciei-me no seu trabalho meritório, digno, autêntico. Soube, muito recentemente, que Kodilu também é ornitólogo.
Sem mais delongas, deixo o "link" para três vídeos que dão o título a este "post". 
Vale a pena vê-los pela sequência lógica.