quarta-feira, 9 de março de 2011

Ah! Perfeição, essa madrasta.


Esta coisa de ser “blogueira” tem os seus contratempos. O que à partida parece ser tarefa fácil acaba por nos trair; Requer uma disciplina que, mea culpa, definitivamente, não tenho.
Gosto imenso de escrever mas, não raras vezes, sou assolada por uma preguiça súbita que me tolda a vontade. O quê! Não sou perfeita.
E é exactamente sobre a perfeição que me apetece escrever.
É frequente, no meu dia-a-dia, deparar-me com pessoas cuja perfeição me faz sentir um poço de defeitos! Fisicamente equilibradas (até a natureza é pródiga, neste pessoal), egos elevadíssimos, apresentação exemplar e um dedo (deverei dizer dedos?) sempre prontos a apontar à mais pequena imperfeição! Perfeição absoluta - física, mental e social - como se a simples existência dos demais mortais, fosse um verdadeiro estorvo para semelhantes exemplares. Dou comigo a pensar nas milhentas formas que teria para alcançar um nível tão… “nariz empinado” e uma sapiência tão… “franciscana” (que me perdoem os franciscanos!) Conseguem detectar, aqui, uma pontinha de inveja? Pois claro! Afinal não sou perfeita. Assumo, gloriosamente, esta invejazinha que faz de mim um ser humano imperfeito nas suas perfeições. Ah! Como adoro os meus erros que, imperfeitamente, me conduzem num caminho tortuoso e gratificante pela dignidade de ser, apenas, eu.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Peregrinação de sábado - II








Urban sketchers

Há uns tempos, uma querida amiga e colega, incitou-me a visitar um sítio desta imensa rede, onde eram publicados desenhos das mais variadas situações do quotidiano. Desenhos simples, de situações comuns do dia-a-dia, que nos colocam ali e agora, naquele lugar. Cenas triviais em que pessoas comuns, nos mais variados actos e situações, serviam de modelo para esboços, desenhados em pequenos cadernos de bolso. Interessei-me pelo assunto. Pesquisei, li e fiquei a saber que aqueles esboços desenhados por mãos talentosas, se chamavam "urban sketches". Fiquei a saber, também, que em Portugal (sim, neste Portugal em que milhares de talentos são desvalorizados) existe uma comunidade de urban sketchers, ou seja, as mãos talentosas que oferecem, gratuitamente, aos nossos olhos, essas pequenas GRANDES maravilhas.
Não se acanhem nesta viagem dos esboços urbanos. 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

"A importância ornitológica da laguna do Mussulo"

Kostadin Luchansky nasceu na Bulgária e vive em Luanda. Para além de outras coisas, Kostadin é um excelente fotógrafo. Habituei-me a pesquisar o seu trabalho e a "matar saudades" da terra que me viu nascer. As suas fotografias fazem-me "mergulhar" na essência da terra e das gentes, das minhas gentes. Viciei-me no seu trabalho meritório, digno, autêntico. Soube, muito recentemente, que Kodilu também é ornitólogo.
Sem mais delongas, deixo o "link" para três vídeos que dão o título a este "post". 
Vale a pena vê-los pela sequência lógica.